Interdição

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) interditou a pizzaria, de forma cautelar, por 90 dias. O delegado Rodrigo Barboza disse ao ClickPB que as análises iniciais da Agevisa no local indicaram o funcionamento da pizzaria em desacordo com uma norma de vigilância sanitária e que havia documentações não estavam atualizadas no momento da inspeção.

Segundo o delegado, um dos responsáveis pela pizzaria foi ouvido e esse homem acredita que o problema teria sido na carne ou na nata das pizzas de carne de sol na nata. Para o delegado, esses são relatos iniciais e valerá aguardar o resultado da perícia.

Perícia

Foram coletados, nessa segunda-feira (16), materiais na pizzaria e amostras de pizzas possivelmente contaminadas para a realização da perícia.

Além disso, o corpo de Raissa Maritein foi submetido a exame toxicológico para encontrar a substância que possa ter causado a contaminação nela.

Inquérito e crime

O inquérito da Polícia Civil foi instaurado nessa segunda-feira (16/03/2026) e tem prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado.

O resultado da perícia levará mais de um mês para ser fornecido, segundo previsão do delegado.

Em relação ao crime apontado no caso, o delegado Rodrigo Barboza disse que os donos da pizzaria podem responder por crime contra as relações de consumo, que seria vender ou oferecer material impróprio para consumo, ainda que sem intenção. Em caso de condenação, a pena pode ser aumentada pela metade em razão da quantidade de pessoas afetadas. E, com a morte da Raissa, poderá haver indiciamento por homicídio culposo.

Defesa

O programa 60 Minutos, da rádio Arapuan FM, trouxe um depoimento que a defesa dos donos da pizzaria relatou que foram eles quem acionaram a Vigilância Sanitária e são os maiores interessados em esclarecer o caso.