Interferência do crime organizado nas eleições é “desafio forte” que precisa ser ultrapassado, diz juiz do TRE-PB

Juiz Rodrigo Marques, auxiliar da presidência do TRE-PB – Foto: Lucas Isídio/ClickPB
A interferência do crime organizado nas eleições é “desafio forte” que precisa ser ultrapassado, segundo relatou o juiz Rodrigo Marques, magistrado auxiliar da presidência do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Ele falou nesta quarta-feira (13/05/2026), durante a cerimônia de aniversário de 30 anos da urna eletrônica do Brasil. A solenidade – que contou com bolo, docinhos e salgados – aconteceu no edifício-sede do TRE-PB, no Centro de João Pessoa e teve a participação da imprensa, de magistrados e servidores do Tribunal, alguns deles com mais de 30 anos de carreira no TRE-PB, tendo vivido de perto a chegada das urnas eletrônicas ao processo eleitoral.
O ClickPB buscou saber do juiz auxiliar da presidência do TRE-PB, juiz Rodrigo Marques, que representou na cerimônia o presidente do Tribunal, desembargador Márcio Murilo, sobre como a Justiça Eleitoral encara, além da interferência da inteligência artificial (IA), a influência do crime organizado nas eleições.
“São desafios fortes que precisam ser ultrapassados ou, no mínimo, controlados. Nós sabemos que a ascensão do crime organizado no Brasil já vem de três décadas também. Houve crescimento exponencial através das duas maiores facções que hoje estão em praticamente todos os estados da nação e no exterior. É algo que nos preocupa bastante a segurança do eleitor no momento de exercer o seu voto”, refletiu o magistrado, em entrevista.
O juiz Rodrigo Marques destacou que as forças de segurança estaduais e a Polícia Federal atuam no combate à interferência do crime organizado. E disse que, se necessário, o Exército Brasileiro entra em ação.
“O Tribunal Regional Eleitoral tem uma parceria histórica com as forças de segurança locais: com a Polícia Militar, que tem contingente mais capilarizado em todo o estado, também a Polícia Civil e a Polícia Federal e, se necessário, o Exército Brasileiro para garantir que o eleitor chegue à urna depositando o seu voto com a intenção que lhe cabe, sem pressões, sem coações, do modo livre e espontâneo, garantindo o sufrágio natural e legitimando as eleições”.
Urna eletrônica
Sobre os 30 anos da urna eletrônica, o juiz Rodrigo Marques pontuou que a urna eletrônica evoluiu e deverá passar por uma eterna modernização.
“Existem mais de 30 camadas de criptografia que não permitem alguém violar a urna eletrônica. Os dados passam, exclusivamente, pelas mãos de servidores dos Tribunais Regionais Eleitorais e são encaminhados imediatamente ao Tribunal Superior Eleitoral para totalização. Então essa é a garantia que nós temos de que o instrumento funciona”, pontuou.
Para o juiz, a urna eletrônica deve se tornar mais rápida e moderna ao longo das próximas décadas.

HW COMUNICAÇÃO
Fonte: Click PB
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