Polícia revisa homicídios sem autoria após suspeito dizer que matou cerca de 80 pessoas na Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba vai revisar inquéritos de homicídios que ainda não possuem autoria definida para verificar se algum dos crimes pode ter relação com Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos. A medida foi adotada após o investigado afirmar, durante interrogatório, que teria matado cerca de 80 pessoas ao longo da vida.
O número declarado por Jorlan ainda não é confirmado pela investigação. Atualmente, segundo a Polícia Civil, existem elementos que relacionam o suspeito a 16 homicídios ocorridos em um período de aproximadamente três meses no Vale do Mamanguape.
A partir de agora, investigadores deverão analisar casos ainda sem autoria identificada e comparar informações dos inquéritos com os dados já levantados sobre a atuação do suspeito.
“Nós iremos fazer uma revisão nos inquéritos que estão sem autoria e analisar as informações, a fim de identificar elementos que possam recair sob Jorlan”, explicou o delegado Douglas Garcia, responsável pelo caso.
A revisão deverá considerar elementos de cada investigação para verificar se existem indícios que possam relacionar Jorlan a outros assassinatos. A declaração feita pelo próprio suspeito, isoladamente, não confirma a autoria dos crimes.
Suspeito foi preso usando vestido e peruca
Jorlan foi preso no domingo (13/09/2026), no município de Mulungu, no Agreste da Paraíba, após uma operação policial.
Segundo a polícia, durante a tentativa de escapar das equipes, ele usou um vestido e uma peruca como disfarce e carregava uma criança no colo. A criança não possuía parentesco com o investigado.
Após a prisão, Jorlan foi interrogado e afirmou ter cometido aproximadamente 80 homicídios ao longo da vida.
Apesar da declaração, a Polícia Civil trabalha atualmente com os casos em que afirma já possuir elementos concretos de ligação com o investigado.
Polícia aponta ligação com 16 homicídios
De acordo com o delegado Douglas Garcia, as investigações já relacionam Jorlan a 16 homicídios registrados em cerca de três meses no Vale do Mamanguape.
O suspeito havia deixado o sistema prisional em maio deste ano. Segundo a Polícia Civil, os 16 crimes sob investigação teriam ocorrido entre o fim daquele mês e a prisão dele, em setembro.
A polícia continuará analisando os inquéritos para verificar se existem outros crimes que possam estar relacionados ao investigado. Qualquer nova atribuição de autoria dependerá dos elementos encontrados individualmente em cada caso.
HW COMUNICAÇÃO
Fonte: Notícia Paraíba
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