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Médico suspeito de abuso sexual tem prisão convertida em preventiva e é encaminhado ao presídio do Roger

O médico suspeito de abuso sexual contra pacientes na cidade de Caaporã teve sua prisão convertida em preventiva e deve ser encaminhado ao presídio do Roger nessa quinta-feira (05/11/2026).

O médico de 32 anos foi preso em flagrante na tarde de quarta-feira (04/11/2026), suspeito de cometer atos libidinosos contra pacientes durante atendimentos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na zona rural de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba. Segundo a Polícia Civil, duas mulheres, de 20 e 44 anos, relataram ter sofrido abusos durante consultas na UBS.

A investigação começou após uma jovem de 20 anos procurar a delegacia e denunciar o atendimento realizado na manhã desta quarta-feira. Ela relatou que foi à unidade para uma consulta de rotina, devido a dores e sintomas ginecológicos.

De acordo com o depoimento da paciente, o médico teria simulado a necessidade de realizar exames físicos e, durante o atendimento a sós no consultório, feito toques e manipulações íntimas com conotação sexual. A mulher também relatou perguntas de cunho sexual que teriam provocado constrangimento.

Após deixar a unidade de saúde, a jovem contou o ocorrido aos familiares, que a acompanharam até a delegacia para registrar a denúncia.

Outra paciente também denunciou o médico
Durante as diligências, a Polícia Civil identificou outro relato envolvendo o profissional. Uma mulher de 44 anos compareceu à delegacia e também apresentou denúncia contra o médico. Ela afirmou ter sofrido abuso semelhante durante um atendimento anterior na mesma unidade de saúde.

Funcionários da UBS também foram ouvidos e relataram à polícia comportamentos inadequados e situações de desconforto envolvendo o investigado no ambiente de trabalho.

Médico alegou que procedimentos eram para diagnóstico
O médico foi conduzido à delegacia, onde prestou depoimento acompanhado de advogado. Segundo a Polícia Civil, ele confirmou ter realizado os procedimentos físicos, mas alegou que os toques tiveram finalidade exclusivamente diagnóstica e assistencial.

A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante com base no artigo 215 do Código Penal, que trata do crime de violação sexual mediante fraude.

A Polícia Civil solicitou exames periciais ao Instituto de Polícia Científica (IPC) e requisitou as gravações das câmeras de monitoramento da unidade de saúde para verificar a movimentação no local.

O médico permanece sob custódia e à disposição da Justiça, aguardando a audiência de custódia. A investigação também busca identificar se outras pacientes podem ter sido vítimas de condutas semelhantes.

HW COMUNICAÇÃO

Fonte: Click PB

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