A denúncia também apontou que um adolescente teria sido chamado para ajudar a conduzir Everton até uma área de mata, onde as agressões continuaram. Posteriormente, Érica ateou fogo no corpo.

Para a acusação, o crime foi cometido por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

O que alegou a ré?

Em interrogatório no Júri, Érica apresentou versão distinta. Disse que conhecia Everton desde a infância e que ele frequentava sua casa. Relatou que, duas semanas antes do fato, teria descoberto mensagens de teor sexual enviadas por ele à sua filha, então com 11 anos.

Na madrugada de 11/03/25, afirmou ter acordado com gritos e encontrado o homem sobre a criança, com a calça abaixada, tentando impedir que ela gritasse.

Segundo o relato, reagiu ao que teria presenciado, utilizando uma faca para atingir a vítima.

Em seguida, com a ajuda de um jovem que entrou na residência após ouvir barulho, o corpo foi levado a uma área de mata, onde foi incendiado.

A acusada negou ter dopado Everton ou mantido relação com ela naquela noite.

Durante o julgamento, a defesa, conduzida pelas advogadas Camila Mendes e Elida Fabrícia, sustentou a absolvição, com base na tese de legítima defesa de terceiro. Subsidiariamente, pediu o reconhecimento de homicídio privilegiado.

HW COMUNICAÇÃO

Fonte: Pragmatismo Político