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Erro em registros coloca moradores da Paraíba como “presidentes da República” em carteiras de trabalho

Moradores de cidades da Paraíba descobriram situações curiosas em seus registros trabalhistas: ao menos três pessoas aparecem cadastradas como “presidente da República” em sistemas oficiais vinculados à carteira de trabalho e à Previdência Social.

Os casos foram identificados nos municípios de SousaPilar e Areia, após a repercussão de uma reportagem nacional sobre uma técnica de enfermagem de Pernambuco que também aparecia registrada com o cargo máximo do Executivo brasileiro.

Em Sousa, o guia turístico Orlando Pacheco descobriu que, além de constar como presidente da República desde 2006, também possui registros como agente da Polícia Federal e agente de proteção de aeroportos.

“Eu fiquei curioso e fui olhar na minha carteira de trabalho. E lá, eu estou como agente da Polícia Federal, presidente da República e agente de proteção de aeroporto. Eu realmente fiz um concurso lá e passei, mas não assumi. Acho que vai me prejudicar no futuro, na minha aposentadoria”, relatou.

Segundo a reportagem, o g1 procurou a Prefeitura de Sousa para comentar o caso, mas não houve resposta até a última atualização da matéria.

Outros casos na Paraíba

Na cidade de Pilar, a servidora pública Caroline Alcântara aparece registrada como presidente da República desde 2008. Ela afirmou ter encarado a situação com humor após ver a reportagem nacional.

“Quando eu vi [a reportagem], eu disse: ‘a Paraíba também tem uma presidenta da República’”, brincou.

Caroline explicou ainda que nunca solicitou a correção do cadastro por considerar a situação apenas uma inconsistência nos sistemas de registro.

Já em Areia, o professor, historiador e atual secretário municipal de Cultura, Gerson Paulino, contou que percebeu o erro desde 2021.

“Minha reação foi de espanto e ao mesmo tempo de conformidade, até porque acho que é uma prática normal dentro dos órgãos de registro da previdência social”, comentou.

Ministério do Trabalho explica erro

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, os registros equivocados ocorreram devido a inconsistências no código da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

O órgão orienta os trabalhadores que identificarem erros semelhantes a entrarem em contato com a central de atendimento pelo número 135 ou realizarem a atualização cadastral por meio do portal Meu INSS.

HW COMUNICAÇÃO

Fonte: Patos Online com G1 PB

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