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Desorganização? Hospital Metropolitano convoca paciente para procedimento cirúrgico e desmarca um dia depois

Arquivo: HW COMUNICAÇÃO

Paciente de Pombal deveria ser internada neste domingo (09/08/2026) para realizar ablação/crioablação na terça-feira (11/08/226), mas foi informada na sexta-feira (07/08/2026) de que o procedimento havia sido adiado por falta de material.

O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, localizado em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, volta a enfrentar questionamentos relacionados à organização e ao planejamento de procedimentos cirúrgicos.

Uma paciente residente em Pombal, no Sertão da Paraíba, foi convocada na última quinta-feira (06/08/2026) para se internar neste domingo (09/08/2026), com a realização de um procedimento de ablação/crioablação prevista para a próxima terça-feira (11/08/2026).

 

No entanto, apenas um dia depois da convocação, por volta das 18h16 da sexta-feira (07/08/2026), a paciente recebeu uma mensagem informando que o procedimento havia sido adiado, sem que uma nova data fosse apresentada.

Devido ao seu quadro clínico de constantes arritmias cardíacas, a paciente precisa buscar os serviços de saúde disponibilizados na cidade de Pombal, para normalizar a sua situação.

Além disso, a mesma é mãe de uma criança especial que demanda de terapias, medicamentos e cuidados, sendo ela a responsável por organizar essa rotina.

De acordo com a comunicação encaminhada à paciente, o motivo seria a indisponibilidade do material necessário para a realização do procedimento, que seria importado e ainda estaria sendo aguardado pela empresa fornecedora.

A situação causa estranheza e levanta questionamentos. Como um procedimento é confirmado em uma quinta-feira, com convocação para internação no domingo, e apenas 24 horas depois o hospital informa que o material necessário não está disponível?

O caso se torna ainda mais preocupante porque, segundo o relato da paciente, esta é a terceira vez que o mesmo procedimento é adiado sob a mesma justificativa.

A primeira tentativa de realização do procedimento ocorreu em fevereiro, mas acabou sendo adiada antes mesmo da internação. Posteriormente, o procedimento foi remarcado para abril.

Na ocasião, a paciente chegou a ser internada no Hospital Metropolitano e permaneceu oito dias na unidade, aguardando a realização do procedimento, que, segundo seu relato, acabou não acontecendo.

Agora, meses depois, a situação volta a se repetir. A paciente foi novamente convocada, organizou-se para a internação e, às vésperas do procedimento, recebeu a informação de que ele não seria realizado por falta do material necessário.

Além dos transtornos causados à própria paciente, os sucessivos adiamentos também geram custos e deslocamentos desnecessários para pessoas que, muitas vezes, precisam viajar longas distâncias para ter acesso a procedimentos especializados na rede pública de saúde.

O episódio também chama atenção pelo fato de o Hospital Metropolitano ser considerado uma unidade de referência na Paraíba. A repetição de adiamentos e a falta de uma nova data definida levantam questionamentos sobre o planejamento da unidade e a logística para aquisição dos materiais indispensáveis à realização dos procedimentos.

A paciente agora aguarda uma nova convocação e uma data definitiva para que o procedimento possa finalmente ser realizado.

Diante do ocorrido, fica o questionamento: até quando pacientes continuarão sendo convocados para internações e procedimentos sem que todos os materiais necessários estejam previamente disponíveis?

Até quando pessoas terão que ficar correndo risco de morte, devido a falta de empatia de quem deveria cuidar da saúde com selo e responsabilidade?

HW COMUNICAÇÃO

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