“Brasileiras são programadas para criar confusão”, diz enviado de Trump

“Brasileiras são programadas para criar confusão”, diz enviado de Trump
Um dos enviados especiais para parcerias globais do governo de Donald Trump, Paolo Zampolli, declarou, durante uma entrevista na quinta-feira (23/04/2026), que mulheres brasileiras são “programadas” para causar confusão. A declaração foi feita em resposta a uma pergunta sobre as acusações feitas por Amanda Ungaro, ex-modelo brasileira e ex-companheira dele por cerca de 20 anos.
“As mulheres brasileiras, mesmo as que estão aqui, são programadas para causar problemas”, disse Zampolli em conversa com o canal italiano RAI. Zampolli é acusado de agressão física, psicológica e sexual.
Ungaro relatou ter sido vítima de socos no rosto quando recusava relações sexuais e apresentou fotos de hematomas como prova. Ungaro também acusa o ex-companheiro de influenciar o governo Trump a deportá-la dos Estados Unidos, impedindo-a de ver o filho do casal.
Ele nega as acusações e diz que ela tenta prejudicá-lo. O enviado também relacionou o comportamento dos brasileiros ao consumo de telenovelas: “Os brasileiros assistem a novelas e são todos um pouco assim. Você já ouviu dizer que as brasileiras enganam todo mundo, né? Não é como se fosse a primeira vez”.
Zampolli foi confrontado na entrevista sobre ligações com Jeffrey Epstein, empresário americano condenado por crimes sexuais, que morreu em 2019, após uma troca de emails.
Documentos do caso Epstein mostram que os dois tentaram comprar uma agência de modelos em um leilão. O italiano, dono da agência ID Models, afirma que o empresário o procurou para a compra, que não foi concretizada.
Ele nega qualquer envolvimento nos crimes sexuais de Epstein, alegando que o empresário usava a indústria da moda para encobrir crimes cometidos contra menores de idade.
Quem é Amanda Ungaro
A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, 41 anos, é a ex-esposa do italiano Paolo Zampolli, que causou polêmica ao classificar as mulheres brasileiras como “raça maldita”, e afirmar que elas são “programadas” para causar confusão. As declarações foram dadas em entrevista à emissora estatal italiana RAI.
Zampolli é empresário e assessor especial de Donald Trump para assuntos globais dos Estados Unidos. Eles foram casados por quase 20 anos e se conheceram em 2002, em uma boate em Nova York. Na época, ela tinha 19 e ele 32. Atualmente, segundo o Estadão, os dois vivem uma batalha judicial pela guarda do filho de 16 anos.
Nascida em Londrina, no Paraná, Amanda começou na carreira de modelo aos 13 anos. Ela viajou por países como Itália, Alemanha, Japão e Coreia do Sul antes de chegar aos Estados Unidos, em 2002, quando ela tinha 17 anos. Ela conheceu Zampolli no mesmo ano.
Ela deixou a indústria da moda em 2010, após virar mãe. Na mesma época, começou a atuar como embaixadora de Granada, uma ilha no Caribe com cerca de 100 mil habitantes, na Organização das Nações Unidas (ONU). O casamento dela com o empresário italiano terminou em 2023, após mensagens enviadas por Zampolli a uma profissional do sexo virem à público.
Ela continuou morando nos Estados Unidos e se casou novamente em 2025, mas acabou sendo deportada em junho, após ser detida pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE). Atualmente, ela mora no Rio de Janeiro. Conforme informações do The New York Times, o pedido para deportação de Amanda teria partido do ex-marido, o que ele nega.
HW COMUNICAÇÃO
Fonte: CNN / Zero Hora
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