Árbitro excluído da Copa lamenta ser barrado nos EUA: “Desapontado”

Omar Artan, árbitro impedido de entrar nos Estados Unidos – (Foto: Reprodução / Instagram / @omar_artan)
Impedido de entrar nos Estados Unidos, o árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, revelou detalhes do que ouviu dos agentes de imigração americanos e lamentou não conseguir realizar o “maior sonho de sua vida” durante a Copa do Mundo.
Omar foi um dos 52 árbitros selecionados para os jogos de Copa do Mundo de 2026 e seria o primeiro somali a apitar uma partida em um Mundial, mas teve a sua entrada negada no país sede ao chegar no Aeroporto Internacional de Miami.
“Estou muito, muito desapontado”, disse o Omar Artan em entrevista ao jornal NY Times. “Sou apenas um árbitro tentando realizar meu sonho, o maior sonho da minha vida, que é vir à Copa do Mundo.”
O árbitro somali ainda afirmou que possuía a documentação correta e tinha visto para entrar nos Estados Unidos, mas relatou ter sido entrevistado pela imigração durante 11 horas, e que depois foi levado para uma cela até ser colocado em um voo de volta para Istambul, na Turquia.
Omar Artan, que foi eleito o árbitro do ano de 2025 pela CAF (Confederação Africana de Futebol), contou que apresentou documentos da FIFA, fotos de sua carreira e que os agentes da imigração também fizeram pesquisas online sobre o seu trabalho como árbitro profissional.
Apesar de todo o período em que ficou detido, Omar afirmou que as autoridades não lhe deram qualquer justificativa pela recusa da sua entrada nos país, mas que fizeram perguntas sobre o motivo da sua ida aos Estados Unidos e sobre a política da Somália, além de questionamentos sobre o grupo extremista Al Shabab, ligado à Al-Qaeda.
Após ter sua entrada nos Estados Unidos negada, a FIFA retirou Omar Artan do quadro de árbitros da Copa do Mundo e afirmou que não tem poder para intervir no processo conduzido pelas autoridades do país.
HW COMUNICAÇÃO
Fonte: Band.com
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