Fernando Cunha Lima é condenado a 20 anos por estupro de vulnerável em nova sentença na Paraíba

O pediatra Fernando Paredes Cunha Lima foi condenado a 20 anos de prisão por estupro de vulnerável, em decisão proferida pela Justiça da Paraíba. A sentença foi assinada pela juíza Virgínia Gaudêncio de Novais, da Vara de Crimes contra Pessoas Hipervulneráveis de João Pessoa, em fevereiro, e divulgada nessa segunda-feira (30/03/2026).
De acordo com o processo, o médico cometeu abusos contra uma criança durante consultas médicas, em episódios ocorridos nos meses de março e abril de 2021. A magistrada destacou a reincidência da conduta, apontando um padrão de comportamento.
Como os crimes aconteceram em momentos distintos, a Justiça aplicou o entendimento de concurso material, resultando na soma das penas e fixando a condenação em 20 anos de reclusão em regime fechado.
Na mesma decisão, o pediatra foi absolvido de uma outra acusação envolvendo uma menor de idade, devido à insuficiência de provas. Nesse caso, foi aplicado o princípio do “in dubio pro reo”.
Atualmente, o médico está em prisão domiciliar desde dezembro de 2025, após ter passado pelo Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.
O pediatra havia sido preso inicialmente em 7 de março de 2025, em Pernambuco, e transferido para a Paraíba no dia 14 do mesmo mês.
O caso ganhou repercussão após uma série de denúncias. Fernando Cunha Lima foi acusado de estupro contra pelo menos seis crianças, que eram suas pacientes.
A primeira denúncia formal foi registrada em 25 de julho de 2024, quando a mãe de uma criança relatou ter presenciado o momento em que o médico teria tocado as partes íntimas da vítima durante consulta. Após o episódio, ela procurou a Polícia Civil.
Posteriormente, outras vítimas procuraram as autoridades, incluindo uma familiar do médico, que relatou abuso ocorrido em 1991. Apesar do relato, não houve denúncia formal na época.
O médico se tornou réu em agosto de 2024, quando a Justiça aceitou a primeira denúncia. Inicialmente, o pedido de prisão preventiva foi negado, mas a prisão foi decretada em novembro de 2024. Na ocasião, ele não foi localizado e passou a ser considerado foragido.
A defesa do médico foi procurada, mas não se manifestou até a última atualização.
HW COMUNICAÇÃO
Fonte: Paraíba.com.br
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