As eleições parlamentares na Venezuela serão realizadas no próximo 6 de dezembro, anunciou nesta segunda-feira (22) o Conselho Nacional Eleitoral, acabando com a longa especulação sobre a data.

“A data da eleição é o dia 6 de dezembro”, informou a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, em um comunicado enviado à imprensa, no qual também fixou a data da campanha eleitoral, entre 13 de novembro e 3 de dezembro.

O presidente Nicolás Maduro atualmente conta com maioria na Assembleia Nacional, mas a crise econômica, incluindo a escassez generalizada de vários produtos e a inflação fora de controle, tem afetado a popularidade do governo.


Os venezuelanos deverão eleger 167 legisladores da Assembleia Nacional. Pesquisas apontam que o governo socialista pode perder vantagem.

A oposição venezuelana criticava o atraso na publicação do cronograma eleitoral, o que considerava parte de uma artimanha política governista.

Lucena acrescentou que a data limite para o registro de eleitores é 8 de julho e que a apresentação de postulações de candidatos será de 3 a 7 de agosto.

“O CNE não trabalha sob pressão”, sentenciou Lucena, que denunciou que vozes de oposição desenvolveram uma campanha de descrédito em relação à instituição que preside.

Eleições ‘decisivas’

A queda na popularidade do governo também gerou temores de que o presidente cancelasse as eleições parlamentares. Em março, o líder opositor e governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, declarou que Maduro seria capaz de suspender as eleições.

“Nunca o governo teve um cenário com essa diferença (nas pesquisas) antes de um processo eleitoral. Agora tem. Serão capazes de suspender a votação? Eu acho que são capazes de qualquer coisa”, disse Capriles na ocasião. Ele considera que estas eleições são decisivas “para derrotar constitucionalmente o governo”.

A coalizão opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) exige há várias semanas o anúncio da data das eleições, para as quais, segundo várias pesquisas, parte como favorita.

O governo brasileiro pressionou o país vizinho para realizar as eleições parlamentares. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou em março que o governo brasileiro estava buscando “incansavelmente” uma solução para a crise política na Venezuela e disse que insistia com o governo venezuelano na convocação de eleições parlamentares no país “no menor prazo possível”. 

No Brasil, a oposição critica o governo brasileiro por ser supostamente “conivente” com o governo do país vizinho.

Greve de fome
Desde 24 de maio, o líder da ala radical da oposição Leopoldo López mantém uma greve de fome como mecanismo de pressão para, entre outros pontos, fixar a data das eleições.

À greve de López, que está há 16 meses em uma prisão militar acusado de incitar a violência em protestos antigovernamentais entre fevereiro de maio de 2013, se somaram recentemente vários ativistas, embora alguns deles afirmem que a data das eleições não é fundamental em sua lista de exigências.

HW COMUNICAÇÃO com G1

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