O operador financeiro Lúcio Funaro afirmou em seu acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR) que o atual presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, tinha, à época em que ocupava a Vice-Presidência de Governo da instituição pública, uma “meta mensal” de propina para “produzir” e distribuir a políticos do Partido Progressista (PP). Há menos de um mês a Procuradoria Geral da República calculou em R$ 357.945.680,52 milhões o total de propina recebida pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Operação Lava Jato, e pelo Partido Progressista (PP) e apontou o que a partir de 2011, o comando do PP passou para outros parlamentares, dentre os quais o deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP), que é investigado de participação no esquema.
A declaração sobre Occhi está em um dos vídeos dos depoimentos da delação premiada de Funaro, que se tornaram públicos nesta semana depois de aparecerem no site oficial da Câmara dos Deputados. Funaro contou à PGR que soube da meta de Occhi por meio do empresário Silmar Bertin – dono do grupo Bertin – que chegou a ser alvo da Lava Jato por suspeita de ser sócio dos filhos do pecuarista José Carlos Bumlai em uma empresa que teria conseguido um empréstimo de R$ 104 milhões no BNDES quando a empresa estava inativa e com sete funcionários. De acordo com o operador, Occhi informou em uma conversa com Bertin que tinha essa meta de propina para cumprir.
A PGR diz que Aguinaldo controlava distribuição de propina – A PGR calculou em R$ 357.945.680,52 milhões o total de propina recebida pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Operação Lava Jato, e pelo Partido Progressista (PP) a partir de desvios de recursos na área de Abastecimento da estatal.
A PGR narra que a partir de 2011, o comando do PP passou para outros parlamentares, que também passaram a controlar a distribuição da propina: os senadores Ciro Nogueira (PI) e Benedito de Lira (AL) e os deputados federais Arthur de Lira (AL), Eduardo da Fonte (PE) e Aguinaldo Ribeiro (da Paraíba).
Aguinaldo Ribeiro citado – Na denúncia, a PGR narra que Paulo Roberto foi nomeado diretor em 2004 pela cúpula do PP à época, integrada, além de Janene e Meurer, pelos deputados Pedro Corrêa (PE) e Pedro Henry (MT) – esses dois últimos, condenados no escândalo do mensalão. A peça também aponta relação mais próxima de Janene com João Pizzolatti (SC) e Mário Negromonte (BA), ambos também investigados na Lava Jato.
“Tais deputados, exatamente pela papel de comando que exerciam no PP, foram os grandes articuladores e beneficiários do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro implantado na Diretoria de Abastecimento da Petrobras”, diz a denúncia.
HW COMUNICAÇÃO

Fonte: PB Agora

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