O empresário Marcelo Odebrecht, preso na última sexta-feira durante a 14ª fase da Operação Lava Jato, usou a expressão “destruir e-mail sondas” em um bilhete escrito à mão para seus advogados.

O papel foi apreendido na segunda-feira (22) pela Polícia Federal, que informou ao juiz Sérgio Moro. 

“Como de praxe as correspondências dos internos são examinadas por medida de segurança”. A mensagem foi publicada no blog de Fausto Macedo, do jornal Estado de S. Paulo.

O e-mail a que se refere Marcelo Odebrecht foi usado como prova pela PF para prender o empresário, que teria sinalizado na mensagem datada de 2011, de acordo com os investigadores, ter conhecimento da prática de sobrepreço na empresa.

A conversa trata com outros funcionários da empreiteira da colocação de sobrepreço de US$ 25

mil por dia em contrato de afretamento e operação de sondas. 
O documento também envolve a Sete Brasil, empresa criada para produzir sondas para o pré-sal.

Segundo a reportagem, a descoberta do bilhete foi comunicada à Justiça Federal pelo delegado Eduardo Mauat da Silva, integrante da força-tarefa da Lava Jato.

Os advogados da Odebrecht Dora Cavalcanti, Rodrigo Sanches Rios e Augusto de Arruda Botelho enviaram uma petição ao juiz Sérgio Moro em que afirmam, sobre o bilhete, que “as anotações não continham o mais remoto comando para que provas fossem destruídas, e que a palavra “destruir” fora empregada no sentido de desconstituir, rebater, infirmar a interpretação equivocada que foi feita sobre o conteúdo do e-mail”.

Em manifesto divulgado à imprensa na segunda-feira, a companhia afirma que, no e-mail endereçado à Odebrecht, a palavra “sobrepreço nada tem a ver com superfaturamento, ou qualquer irregularidade. Representa apenas a remuneração contratual que a empresa propôs à Sete Brasil”.

HW COMUNICAÇÃO com Jornal do Brasil e Brasil 247

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