A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira (FOTO), por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documento público.

Ele é suspeito de participar de um esquema internacional de pagamento de propinas que movimentou em suas contas R$ 464,56 milhões no período em que comandou a organização da Copa do Mundo do Brasil.

As informações constam de relatório da Polícia Federal produzido em janeiro deste ano e obtido pela revista Época.

Teixeira foi presidente do Comitê Organizador Local da Copa entre 2009 e 2012, quando renunciou.
O relatório também aponta que Teixeira mantinha contas no exterior e repatriou valores para adquirir um apartamento de R$ 720 mil no Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, Teixeira não teria como justificar os valores envolvidos na aquisição, e por isso trouxe dinheiro de fora do país.

Teixeira comandou a CBF por mais de duas décadas e decidiu deixar o poder após as denúncias de corrupção no Brasil e no exterior.

Ele saiu do país às pressas em março de 2012, pressionado pelas investigações sobre suspeita de desvio de dinheiro público na realização do amistoso entre Brasil e Portugal, em Brasília.

Teixeira redigiu sua carta de renúncia nos Estados Unidos e só voltou ao país no ano seguinte.

Mesmo assim, o ex-cartola articulou a posse do sucessor José Maria Marin, preso na quarta-feira (27), e continuou recebendo salário da CBF de mais de R$ 100 mil mensais.
HW COMUNICAÇÃO com Jornal do Brasil

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