As declarações do governador Ricardo Coutinho (PSB) de que o jogo para 2016 está zerado entre petistas e socialistas caiu como uma bomba entre os aliados do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT). 
Em público, a decisão partidária é a de que ninguém vai comentar o caso e que o foco da sigla é a gestão. 
Eleição é um tema para ser tratado só no próximo ano. Em reserva, no entanto, as declarações são recheadas de mágoa e descontentamento.

“O que a gente acha é que ele (Ricardo Coutinho) está procurando motivo para romper. Quando ele coloca que a reciprocidade (esperada pelo PT) foi o apoio a Lucélio (Cartaxo, em 2014), isso não é reciprocidade, é uma chapa que estava montada”, disse em reserva um petista próximo ao prefeito. 

As declarações ocorrem um dia depois de o governador ter dado declarações de que não há compromisso do PSB com a reeleição do prefeito de João Pessoa.

“A gente quando apoiou Ricardo (Coutinho), ele estava morto. Esse homem não tinha sequer um vice, porque ninguém acreditava na vitória dele. Quando o PT entrou naquela coligação, a gente oxigenou a chapa. Então, vir com essa história de que reciprocidade foi o apoio a Lucélio. Eu cito aqui vários prefeitos que eram aliados a ele e que votaram em José Maranhão (PMDB) para senador. Como por exemplo, Adriano Galdino, que é da cozinha de Ricardo”, disse o petista.

Outro ponto que os petistas não estão engolindo nas declarações de Ricardo Coutinho é a exigência de apoio total dos deputados petistas na Assembleia Legislativa. 

Na Casa, Anísio Maia defende o governo, enquanto Anastácio se coloca como oposição. “Frei Anastácio foi dissidente não só no apoio a Ricardo. Foi com o PT também. 
Ele votou em José Maranhão. Então, Ricardo não pode cobrar isso do PT. Ele pode cobrar de Anísio Maia, que tem que ter posição partidária. Agora, serve também para Renato Martins (PSB) na Câmara Municipal?”, questionou o petista.
HW COMUNICAÇÃO com Jornal da Paraíba

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