O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu, nesta quarta-feira (30/08), ao Conselho de Direitos Humanos e à Assembleia Geral da ONU que examinem a adoção de medidas para evitar maior deterioração das liberdades fundamentais na Venezuela. A informação é da Agência EFE.

O escritório, dirigido pelo jordaniano Zeid Ra’ad al Hussein, publicou hoje seu relatório definitivo sobre as “múltiplas” violações dos direitos humanos e os abusos ocorridos desde o dia 1º de abril, durante os protestos contra o governo na Venezuela. As conclusões preliminares tinham sido divulgadas no último dia 8.

Em 39 páginas, o relatório registra o uso “generalizado e sistemático” da força excessiva, detenções arbitrárias, buscas ilegais, maus-tratos e torturas, entre outros abusos cometidos pelas autoridades nacionais e as forças de segurança. Além disso, o ACNUDH pede que o governo venezuelano permita seu acesso ao país.

Maduro está “minando o que resta” de democracia
Hussein opinou nesta quarta-feira que as recentes decisões do governo de Nicolás Maduro na Venezuela, que acabou de anunciar um julgamento por traição contra líderes opositores, estão acabando com o pouco de democracia que resta no país.

“Com o passar do tempo, vimos a erosão da democracia na Venezuela e o que está ocorrendo aumenta a impressão de que se está minando o que resta de vida democrática”, comentou em uma entrevista coletiva o funcionário da ONU.

“A democracia está só viva, se é que segue viva, assim eu descreveria”, acrescentou o alto responsável da ONU.

Zeid apresentou um relatório sobre as violações de direitos humanos na Venezuela desde que começaram os protestos antigovernamentais, assinalando que “as autoridades seguem uma política clara de responder às manifestações passando por cima dos direitos e das liberdades dos venezuelanos”.

O alto comissário reconheceu que teme que a situação possa piorar ainda mais na Venezuela, onde as autoridades reconhecem 124 mortes vinculadas aos protestos, mas algumas organizações não-governamentais (ONGs) afirmam que são 157 óbitos.

HW COMUNICAÇÃO

Fonte: Agência Brasil

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