Faleceu na tarde desta sexta-feira (30/03), no Hospital de Unimed, em João Pessoa, a jornalista Nelma Figueiredo, uma das pioneiras do telejornalismo paraibano.

Com mais de 30 anos de atuação na imprensa paraibana e passagens pelas TVs O Norte, Cabo Branco, Correio e Tambaú, além de 28 anos atuando como assessora de imprensa do Detran-PB, Nelma lutava contra um câncer. Na manhã de hoje ela foi levada as pressas para o hospital mas não resistiu e veio a óbito.

A notícia da morte da jornalista foi confirmada no início da tarde pelo ex-esposo de Nelma, o apresentador Aldo Schueler, em sua conta no Facebook.  “A vida se foi. Não era a notícia que eu queria dar.  Meu Jesus!”, postou.

Nelma tinha 53 anos e deixa dois filhos e uma neta. O enterro será às 11h deste sábado (31) no Cemitério Parque das Acácias, na Capital paraibana. Atualmente Nelma Figueiredo estava trabalhando como âncora o CBN Cotidiano, na Rádio CBN, em João Pessoa.

Colegas de imprensa que conviveram, conviviam e admiravam a trajetória de Nelma receberam a notícia com surpresa e lamentaram a morte da profissional de imprensa.

“Mesmo de longe, o pesar pela partida da colega e jornalista Nelma Figueiredo. Pioneira de nossa TV, Nelma era uma das mais experientes e talentosas profissionais do meio. Dona de uma singular memória e capacidade de transmitir longos textos no ar sem olhar para o papel. Narrou com sua voz grandes momentos da vida pública paraibana, fundou telejornais e experimentou na sua última fase a magia do rádio. No começo de minha jornada, após a graduação, trabalhei ao seu lado na TV Correio e sempre recebi dela incentivo e dicas. Uma companheira de trabalho solidária, doce e cheia de alegria. Fica o legado de dignidade, ética e respeito à profissão. À família, o abraço e as preces por consolo e paz”, lamentou o jornalista Heron Cid em sua página no Instragram.

Já Wallison Bezerra lembrou os primeiros passos na imprensa ao lado de Nelma e destacou a contribuição que ela deu a sua ascensão profissional.

“Nossos encontros foram únicos, nossas conversas as melhores, pena que tão curtos, três anos. Trabalhar, conviver, confidenciar, planejar, tantas cosas tivemos a oportunidade de fazer em conjunto. Você sempre me incentivou, me levou para as alturas. Na memória, momentos inesquecíveis. Na esperança, a chance de te encontrar novamente e te ouvir me chamando de traíra”, postou o jornalista no Facebook.

Companheiro de Nelma no Sistema Paraíba, o jornalista Suetoni Souto Maior contou que mesmo acometida da enfermidade, Nelma procurou fazer o trabalho dela de um jeito que qualquer pessoa não imaginaria que estivesse doente.

“Ela usou de força sobre humana porque não queria deixar de trabalhar. Deu o melhor dela até quando conseguiu”, destacou Suetoni.

Colega de Nelma desde os primeiros passos do telejornalismo na Paraíba, José Vieira Neto destacou a passagem brilhante dela por vários órgãos de imprensa. Segundo ele,  um fato que chamava atenção nos últimos anos era o seu vigor profissional apesar de tantos anos de atuação.

“Respirava a profissão, nunca vi tanto faro e tanta empolgação por tanto tempo. De repórter a diretora de jornalismo e, por último, como âncora da CBN, sempre nos pautava, sempre nos encantava. As vezes conversava sobre o pique dela de se manter no vídeo, como repórter, quando a maioria dos contemporâneos já havia deixado a telinha e mergulhado em assessorias ou em outros projetos. A reposta era sempre firme: É a minha vida, dizia, já entabulando um assunto jornalístico”, afirma trecho de nota de Zé Vieira Neto à imprensa.

“Nelma Figueiredo foi a repórter que mais tempo atuou ininterruptamente na televisão paraibana. Alguém que sempre respeitei admirei pelo trato com a noticia, pela postura profissional. Lamento demais sua morte. Acreditei que venceria mais essa batalha. Deus a receba em seu reino”, escreveu Rosâgela Marques com quem atuou por vários anos na TV Cabo Branco.

Sindicato dos jornalistas emite nota de pesar

O Sindicato dos Jornalistas da Paraíba lamenta profundamente o falecimento da repórter, editora e apresentadora Nelma Figueiredo, uma profissional completa, aguerrida e merecedora de reconhecimento e homenagens.

“Com muita surpresa e tristeza tomamos conhecimento da partida de Nelma. Ela sempre dignificou a categoria e exerceu o jornalismo da melhor maneira possível”, disse Land Seixas. “Era um ícone e uma dama da nossa imprensa que deixará muita saudade”, disse o presidente da entidade, Land Seixas.

HW COMUNICAÇÃO

Fonte: Mais PB

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