Marina Silva (Rede) é a favorita para vencer as eleições presidenciais, segundo um dos mais importantes sites do mercado preditivo internacional, o Predict It. Na sexta-feira passada, a página neozelandesa apontava a pré-candidata como sendo a aposta mais certeira – na frente do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e do o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O chamado mercado preditivo é composto por sites onde é possível se fazer apostas sobre o resultado de eventos, como eleições, votações específicas, desempenho empresariais e até resultado esportivos. Nos EUA, onde ele é bastante difundido, suas projeções são tratadas quase com a mesma seriedade de uma pesquisa de intenção de votos.

“Em uma pesquisa tradicional, o pesquisado pode responder com algum descompromisso. Em teoria, no mercado preditivo, o resultado seria até mais confiável porque envolve um investimento financeiro”, disse o pesquisador Ivan Roberto Ferraz, que desenvolveu um trabalho sobre o tema na Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA).

O Predict It, que abriu uma página para as eleições presidenciais brasileiras, funciona como uma bolsa de valores – com compra e venda de ações. Até agora, aparecem no cardápio do site, além dos nomes já citados, o de Ciro Gomes (PDT-CE), o do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e até o da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Como ocorre em bolsas de apostas, resultados considerados mais previsíveis pagam menos do que as chamadas “zebras”. Segundo o site, o lucro de apostar em uma vitória da Marina é menor do que o de quem aposta na vitória de Alckmin.


A compra e venda de ações são realizadas de verdade. Ou seja, existe débito em cartão para as transações efetuadas. Até o fechamento desta edição, as ações apontavam para um favoritismo de Marina. O mercado paga U$ 1 dólar por papel adquirido (se, claro, for a ação do candidato vencedor).

As ações do “Sim, Marina será presidente” podiam ser compradas por 34 centavos de dólar ou vendidas por 31 centavos. Papéis de Jair Bolsonaro, por exemplo, podiam ser comprados por 29 centavos ou vendidos por 25 centavos. Alckmin está precificado como 21/17 centavos. E o ex-presidente Lula por 16/ 10 centavos.

Os valores se invertem quando os papeis são os do ‘não’. Para comprar e vender a ação de “não, Marina não será presidente”, o apostador desembolsa 66 cents – que é a ação mais rentável tendo o mesmo U$ 1 como base (lucro de 34 cents por papel comprado). O valor mais alto no “mercado do não” é o da presidente cassada Dilma Rousseff. Com ações a 99 cents, o lucro de quem apostar que Dilma não será a nossa próxima presidente será de apenas 1 cent.

O problema da bolsa de previsões da eleição brasileira é que, aparentemente, ela está funcionando com poucos investidores ou apostadores acostumados com as eleições brasileiras. “O problema é que o universo desse mercado é pequeno. As informações parecem desatualizadas em termos de favoritismo. O que, claro, impacta no resultado das ações”, explica Ferraz.

No Brasil, o mercado preditivo de apostas é proibido. Aliás, a legislação americana também é bastante restritiva em relação ao funcionamento deles. Por isso, a maioria dos sites que operam nesse mercado estão instalados em locais como Nova Zelância e Gibraltar.

HW COMUNICAÇÃO

Fonte: Estadão

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