O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao juiz Sergio Moro que adie para depois das eleições o prazo das alegações finais do Ministério Público Federal em ação penal envolvendo o Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo. A defesa alega que, em outra ação, a que envolve o sítio em Atibaia, Moro adiou o interrogatório final de Lula para “evitar a exploração eleitoral”.

Nesta ação penal, o ex-presidente é réu acusado de receber supostas propinas de R$ 12,5 milhões envolvendo a compra de terreno em São Paulo, onde, segundo a acusação, seria sediado o Instituto Lula (12 milhões de reais), e a aquisição de apartamento vizinho à residência do petista em São Bernardo do Campo, no edifício Hill House. A força-tarefa da Lava Jato sustenta que os imóveis foram comprados pela Odebrecht por meio de supostos laranjas, como o engenheiro Glaucos da Costamarques, primo do amigo de Lula, José Carlos Bumlai, e a construtora DAG. Lula nega as acusações.

O processo entrou na fase de alegações finais por determinação do juiz federal da 13ª Vara de Curitiba, no dia 14 de setembro. Todavia, a defesa toma por base outra decisão do juiz em outro processo, para pedir o adiamento da data limite.

No dia 15 de agosto, Moro suspendeu o interrogatório de Lula na ação penal que envolve o sítio em Atibaia. O magistrado da Operação Lava Jato afirmou que a alteração das audiências tem por objetivo “evitar a exploração eleitoral dos interrogatórios”. As audiências estavam marcadas para datas entre 27 de agosto e 11 de setembro. Os interrogatórios agora devem ocorrer entre 5 e 14 de novembro.

HW COMUNICAÇÃO

Fonte: Veja Abril