Ao menos três moradores do município de Cajazeiras, no Sertão paraibano, contraíram, entre janeiro e junho deste ano, a síndrome de Guillain-Barré, uma doença considerada rara pela medicina, com difícil diagnóstico, e que pode matar em poucos dias, caso não haja atendimento correto. 

A doença pode aparecer através de vírus ou bactérias e existe a suspeita de que a dengue, a zika ou a febre chikungunya possam desencadear a síndrome, que tem tratamento caro, chegando a custar até R$ 234 mil por pessoa.

O primeiro caso da síndrome foi registrado no mês de abril deste ano, quando uma escrivã da Polícia Civil em Cajazeiras foi internada em estado grave no Hospital Regional (HRC) com problemas respiratórios.

No hospital, a paciente foi diagnóstica com pneumonia e, em seguida, transferida para uma unidade hospitalar no estado do Ceará, onde foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré. 

Cerca de 15 dias depois de iniciar o tratamento, a paciente morreu.

O segundo caso da doença foi registrado no fim de maio, quando uma jovem moradora de Cajazeiras também foi diagnosticada com a síndrome. 

A paciente ficou internada em um hospital cearense durante 30 dias e conseguiu vencer a doença. 
O caso com divulgação mais recente foi registrado no mês de fevereiro em um homem, também morador de Cajazeiras. 

O paciente teria sido internado no HRC após se sentir mal. Com o agravamento do estado de saúde, a vítima foi transferida para o Hospital Antônio Targino, em Campina Grande.

O Hospital Antônio Targino confirmou que recebeu a confirmação da entrada do paciente. 
Segundo o hospital, o homem ficou internado por cerca de 70 dias, sendo 15 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“A síndrome é rara e nos últimos cinco anos registramos apenas quatro ou cinco casos. Neste caso em questão, o paciente ficou internado e precisou ser tratado com ampolas de imunoglobulina humana. Cada uma das ampolas custou cerca de R$ 6 mil e também houve gastos com UTI e outros procedimentos, custeados pela família. No total, como o tratamento é caro, foram gastos cerca de R$ 234 mil”, informou o hospital.

HW COMUNICAÇÃO com Portal Correio

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