O clássico entre Boca
Juniors e River Plate, válido pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América, teve cenas
extremamente lamentáveis e foi suspenso, nesta quinta-feira, em Buenos Aires. 
Os jogadores do River Plate foram atingidos por spray de pimenta que teriam
sido lançados pela torcida rival, a única presente no estádio. 
Isso fez
com que a partida ficasse interrompida por cerca de uma hora e 20 minutos, até
que o juiz enfim determinou a suspensão. 
O placar apontava 0 a 0 antes de tudo
acontecer, mas ainda não há definição se esse resultado será mantido. 
A Conmebol deve ser pronunciar
oficialmente sobre os incidentes e o futuro do confronto entre os rivais
argentinos nesta sexta. 
Enquanto o jogo esteve interrompido, chamou atenção a
cena de um drone, que sobrevoou o local com um “fantasma da Série
B”, ironizando o rebaixamento do River em 2011. 
Na volta para o segundo
tempo, os jogadores do Boca saíram dos vestiários primeiro. Logo depois, quando
o River ainda estava no túnel de acesso, os atletas começaram a passar mal por
causa do gás. 
Existe uma imagem que mostra um torcedor próximo da saída dos
vestiários cobrindo o rosto com a camiseta e esticando a mão além da grade que
separava a torcida do campo, mas não é possível ter absoluta certeza de que ele
realmente disparou o spray. 
Os jogadores do River
cobriram os olhos e o nariz, mas ficaram sem enxergar ou respirar bem, além de
terem manchas vermelhas no corpo e nas camisetas. 
Enfim, imediatamente ficou
claro que não havia qualquer condição de continuar o jogo, mas a decisão foi
adiada. 
Enquanto isso, o problema se agravou. A torcida do Boca jogou objetos em
campo, como garrafas e até gelo seco. 
Mas o mais inusitado foi quando apareceu
um drone segurando um boneco fantasiado de fantasma e com a inscrição
“B”, imagem de uma brincadeira frequente dos torcedores do Boca.
Jogadores do River até tentaram acertar o drone com a bola.
Durante
todo período de interrupção, houve um grande mistério sobre qual seria a
decisão do juiz. Muitos dirigentes ficaram conversando dentro de campo,
inclusive com o árbitro Dario Herrera, mas não deram quaisquer informações
ao público ou à imprensa. 
A única declaração da Conmebol foi para dizer
que a decisão de continuar o jogo ou não era do árbitro. Porém, na prática a
decisão passou por outras pessoas, como o delegado do jogo, que foi visto fazendo
ligações em campo. 
Após a suspensão, houve
tensão para ver qual seria a reação da torcida do Boca. A grande parte deles
saiu do estádio normalmente, mas muitos causaram confusão do lado de fora,
inclusive agredindo ônibus da imprensa que cobria o jogo. 
Outros
tantos ficaram no local mesmo depois do anúncio de que o jogo estava
suspenso. Por isso os jogadores do River tiveram que esperar cerca de meia hora
no centro do gramado, por precaução. 
Quando resolveram deixar o campo pelo
túnel reservado aos árbitros, uma “chuva” de garrafas e copos vindos
da arquibancada os impediram. 
Em uma nova tentativa,
jogadores e comissão técnica do River Plate conseguiram deixar o campo. Isso só
foi possível com a formação de um corredor de escudos pelos políciais. Logo depois,
a deleção do Boca dirigiu-se ao outro vestiário, sendo festejada pela torcida. 
Antes de
todos problemas, o jogo estava 0 a 0 na Bombonera. O primeiro tempo tinha
sido marcado por muitas faltas e poucas chances de gol. O Boca mostrou
nervosismo e teve quatro jogadores advertidos com cartão amarelo. 
Este
era o jogo de volta – na primeira partida o River tinha ganhado por 1 a 0
no Estádio Monumental de Nuñez.
HW COMUNICAÇÃO com Portal Terra

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