A aprovação em bloco de 140 requerimentos de convocação de depoentes, acareação e transferência de sigilos bancários causou bate-boca e reclamações na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.
Entre os requerimentos aprovados estão a convocação de Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula; bem como a obtenção dos dados relativos aos sigilos bancários, telefônicos e fiscais do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e da empresa dele, a JD Assessoria e Consultoria LTDA. Essas informações já estão em poder do Ministério Público e da Polícia Federal.
Também foram aprovados pedidos de acareação entre o ex-gerente de Tecnologia da Petrobras Pedro Barusco e o ex-diretor de Serviços Renato Duque; entre Barusco e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto; entre o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e Vaccari; entre Vaccari, Barusco e Duque; entre Barusco, Vaccari e o doleiro Alberto Youssef; e entre o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e Paulo Roberto Costa.
A bancada do PT na comissão protestou contra a aprovação em bloco. “Não dá pra transformar essa CPI em tiro ao alvo no PT visando às eleições de 2016 e 2018, no dia da abertura do nosso congresso”, disse o deputado Afonso Florence (PT-BA) – fazendo referência ao 5º Congresso do PT, previsto para começar hoje em Salvador (BA).
Pauta
No início da reunião, o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), já havia reclamado da decisão do presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-RJ), de retirar de pauta requerimentos preferenciais selecionados por ele.
“Todos os requerimentos propostos por mim tinham sido acordados com a comissão e [eram] fruto de um acordo com o presidente da CPI. Possivelmente o encontro do PT em Salvador esteja influenciando. A pauta partidária está influindo na CPI”, reclamou.
Deputados da oposição criticaram os protestos dos petistas. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) rebateu a crítica. “É uma vergonha a comportamento da bancada do PT hoje”, disse.
“Ou a CPI dá as respostas que o povo brasileiro quer ou não vamos mais poder andar de cabeça erguida nas ruas. A CPI não pode deixar de acarear, não pode deixar de quebras sigilo”, defendeu-se o presidente Hugo Motta.
HW COMUNICAÇÃO com Agência Câmara

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