O candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) colocou em xeque a lisura das eleições de outubro próximo. Em seu primeiro pronunciamento desde o atentado sofrido em Juiz de Fora, o capitão reformado do Exército criticou, ainda, uma eventual vitória de Fernando Haddad (PT), afirmando que o candidato petista concederia um indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o nomearia ministro da Casa Civil tão logo assumisse o mandato.

Visivelmente debilitado, Bolsonaro chorou assim que a câmera o focalizou na cama do hospital. Em seguida, agradeceu e elogiou os trabalhos das equipes médicas da Santa Casa de Juiz de Fora, de Minas Gerais, e do hospital Albert Einstein. ”Vocês salvaram a minha vida”, disse.

Na sequência, o presidenciável passou a contestar os rumos das eleições, as quais ele considera que podem ser fraudadas. ”Se essa fraude acontecer, acabou a democracia”, disparou. Ele reeditou também suas críticas habituais ao Supremo Tribunal Federal (STF) por ter acolhido uma ação da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, contra o voto impresso. ”Lamento que a frase de maior força da senhora Raquel Dodge tenha sido a de que o voto impresso comprometeria a segurança das eleições”, disse. ”Não temos qualquer garantia nessas eleições”, complementou o candidato do PSL, insistindo em suas críticas às urnas eletrônicas e colocando em xeque de antemão o resultado do segundo turno.

Além disso, Bolsonaro ironizou as pesquisas de intenção de votos do instituto Datafolha. ”A última narrativa é a de que perderemos no segundo turno para qualquer um”, disse. ”Nossa preocupação não é perder no voto, é perder na fraude”, acrescentou. Por fim, o presidenciável disse que espera receber alta em uma semana, ”para conversar com vocês (eleitores) durante o horário eleitoral”.

HW COMUNICAÇÃO

Fonte: Veja