O que já havia sido noticiado foi confirmado nesta terça-feira (26), durante encontro com representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), no auditório da UFCG em Pombal, onde foi determinado que a partir de 30 de junho, será proibido o uso das águas do açude para irrigação em toda a região.

Na reunião foi discutida a situação do açude de Coremas, principal reservatório de água da região, que atualmente se encontra com 22% de sua capacidade.

Em contato com a reportagem do portal HW COMUNICAÇÃO na noite desta terça-feira (26), o vereador Josevaldo Feitosa (PT), que esteve no evento disse que infelizmente a situação é triste, mas é a realidade e é preciso que todos tenham consciência.

Conforme Josevaldo, a medida da ANA em proibir o uso das águas do Rio Piranhas para a irrigação, é uma tentativa para manter o abastecimento de água para o consumo humano e animal até março do ano que vem, quando se inicia o período de chuvas na região.

De acordo com meteorologistas 2016, não deverá ser um ano chuvoso para o Nordeste brasileiro, o que poderá agravar ainda mais a atual situação.

Mesmo com previsões que afirmam que 2016, as chuvas ocorreram com menos frequência que em 2015, a Agência Nacional de Águas, espera que os reservatórios possam tomar água, chegando a um armazenamento superior ao atual para que se possa voltar a analisar a liberação das águas para as irrigações.

Por outro lado, caso a capacidade dos reservatórios não melhorem, as cidades abastecidas pelo açude Coremas/Mãe D’água entrarão em colapso.

A reunião que não agradou aos agricultores, que estarão proibidos de usar as águas em suas plantações a partir do próximo dia 30 de junho, acabou sendo acalorada por ameaças de irrigantes que afirmaram que não cumprirão a determinação, alegando prejuízos incalculáveis, mesmo diante da situação.

Na situação atual, caso não seja comprida a determinação, Pombal e outras cidades da região poderão ficar com suas torneiras vazias, até janeiro de 2016.

O encontro contou com a presença de vereadores de Pombal, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, EMATER, ANA, AESA e outros segmentos da sociedade civil, além dos agricultores da região.

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